segunda-feira, abril 22, 2002

UMA LONGA ESTÓRIA - O Raio de Criação



O homem vive sob a influência de um grande número de leis.


A importância de seu estudo reside no fato de que enquanto algumas leis são obrigatórias, outras não são, podendo o homem vir a se libertar de um grande número delas á medida que seu ser cresce.



Para se compreender melhor outras leis que regem o homem e o universo, é necessário compreender ambos, colocando o homem no seu devido lugar no "mapa" do universo.



Existem muitas concepções do universo: teológicas, filosóficas, científicas, religiosas etc; todas parciais e excludentes onde uma nega ou contradiz a outra. Porém uma concepção mais adequada é aquela mais abrangente, onde desaparecem as contradições vistas nas outras. E essa concepção é baseada na Lei de Três e na Lei de Oitava.


Deste modo observamos que o universo está em constante construção; (não se trata de um universo já pronto e acabado,) e que toma a forma de uma oitava descendente Dó - Si - Lá - Sol - Fá - Mi - Ré - onde dó é o ponto que inicia a oitava, sendo o ponto do maior número de vibrações e portanto onde a matéria é menos densa; e Ré o local onde há o menor número de vibrações e onde a matéria é mais densa.


Costuma-se usar uma analogia astronômica para se representar o RAIO DE CRIAÇÃO, como se vê a seguir:



Dó - Mundo 1 ou mundo de primeira ordem - O Absoluto


Si - Mundo 3 ou mundos de segunda ordem - Todos os Mundos ou galáxias


Lá - Mundo 6 ou mundos de terceira ordem - Todos os sóis ou estrelas


Sol- Mundo 12 ou mundos de quarta ordem - O Sol


Fá - Mundo 24 ou mundos de quinta ordem - Todos os Planetas


Mi - Mundo 48 ou mundos de sexta ordem - A Terra


Ré - Mundo 96 ou mundos de sétima ordem - A Lua



No Absoluto(Dó), As três forças formam uma só e através de sua Unidade, Consciência e Vontade criam o Mundo 3(Si).



No Mundo 3 (Si), as três forças já se encontram divididas, havendo portanto três consciências, sendo portanto um nível menos consciente e mais mecânico.



Na passagem do intervalo de Dó para Si, como em todos os intervalos de uma oitava (neste caso uma oitava descendente), há uma diminuição da desaceleração da força, sendo necessário um choque, de caráter desconhecido, que é dado pelo próprio Absoluto.



Após esse choque, a oitava prossegue normalmente, e em cada ordem subsequente de mundos criados, as três força continuam a se subdividerem, tornando-se cada vez mais mecânicas e menos conscientes, até chegaram ao Mundo 24(Fá).



Neste novo intervalo é necessário a produção de um novo choque que é dado pelo aparecimento da VIDA ORGÂNICA como a concebemos normalmente. O aparecimento da VIDA ORGÂNICA serve como um segundo choque permitindo que o raio da criação prossiga até Ré ou Mundo 96, que representa o máximo de mecanicidade existente.


O homem sequer aparece neste processo, mas somente como uma pequena e necessária parte da vida orgânica, permitindo que o RAIO DE CRIAÇÃO não se detenha em Fá.



O que permite o aparecimento da VIDA ORGÂNICA ou deste segundo choque é uma nova oitava(OITAVA LATERAL) que aparece a nível de Sol ou Mundo 12. Esta oitava lateral(descendente) ressoa como dó a nível do Sol da oitava principal, como Si a nível dos Planetas(ou Fá da oitava principal); como Lá - Sol - Fá (vida orgânica); Mi e Ré da oitava lateralcoincidindo com Mí e Ré da oitava principal. veja:



OITAVA PRINCIPAL


DÓ



SI



LÁ



SOL .........................dó (início da oitava lateral)



FÁ - ........................ si


.................................lá - sol - fá (vida orgânica)


MI -..........................mi



RÉ - .........................ré



A primeira coisa que o Raio de Criação, desta forma, nos mostra é a função do homem no universo que ele representa como parte da Vida Orgânica.


Segundo, que o homem é formado por elementos de várias dimensões.


Terceiro, que ele vive quase no final do Raio de Criação, submetido a 48 ordens de leis, em um lugar bastante ruim do universo do ponto de vista de sua evolução.


E por último, sua evolução equivale a seu movimento ascendente pelo Raio de Criação; sua involução equivale a sua descida pelo Raio de Criação, não podendo ele permanecer no mesmo ponto.



domingo, abril 21, 2002

UMA LONGA ESTÓRIA - As Influências B



O homem pode muito bem ter somente uma vida quase que instintiva - dormir, relacionar-se sexualmente, ter filhos, trabalhar e estudar etc afim de manter estas ações em um nível mais diferenciado da maioria das pessoas, ou seja ser submetido quase que exclusivamente a um tipo de influência que chamaremos de INFLUÊNCIA A.





Outro homem se encontrará submetido às mesmas influências A, mas não totalmente. Nele poderão ser encontrado vestígios, em menor our maior grau, de outros tipos de influências não criados pela vida, mas por homens de um conhecimento mais elevado a fim de despertar o homem para um modo de vida mais elevado. A emoção estética, a emoção moral, o impulso religioso, tentar fazer bem feito o que se faz, a simples aspiração de um ideal mais elevado dizem respeito a este segundo tipo de influência que denominaremos de INFLUÊNCIA B.





Pode-se encontrar variados exemplos de INFLUÊNCIA B nas obras de artistas dos mais variados tipos, no desenho, na pintura, no teatro, na literatura científica, filosófica ou religiosa, na vida de grandes mestres de conhecimento ou iniciados, nas tradições e relações sociais etc.





a Longa Estória que se segue é dedicada a pessoas tocadas pelo segundo tipo de influência.





A primeira afirmação que se pode fazer a respeito desses dois tipos de influências é que elas estão mescladas na vida, tornando-as difícil separá-las. Por exemplo, o desejo de se fazer dinheiro pode ser tão excessivo que deturpa um trabalho artístico ou uma descoberta científica logo no seu nascedouro. Podemos reconhecer isso através das milhares de situações do cotidiano. O desejo, a qualquer preço, da fama, seria um outro exemplo de influência A mesclada a influência B, no mesmo exemplo citado, transformando as influência B em influências da primeira espécie.





Nada existe de errado nas influência A; são criadas pela própria vida enão poderíamos viver sem elas. O problemas é que elas quando em excesso ocupam, por assim dizer, todo o espaço disponível para as influências da segunda espécie, e isso nos coloca em uma posição de vida praticamente instintiva.





Se queremos somente uma vida instintiva, tudo bem. Mas se desejamos encontrar respostas para as questões que a vida nos propõe, não podemos encontrá-las neste nível.





Uma outra relação que existe entre nós e o segundo tipo de influência, é que podemos acumulá-la se pudermos discernir entre os dois tipos quando elas se apresentam. A influência B atrai mais influência B e forma em nós um conjunto compacto que podemos chamar de CENTRO MAGNÉTICO.





este conjunto compacto ou centro magnético pode nos aproximar de um terceiro tipo de influência que denominaremos de INFLUÊNCIA C

ou ESCOLA.





A influência C não pode ser encontrada em livros, mas é transmitida de pessoa a pessoa. "Da boca para o ouvido", como se dizia no passado. Essa influência não está relacionada apenas com o CONHECIMENTO, mas também com o SER, com a mudança do ser, daquilo que somos, podendo desenvolver no homem as mais altas manifestações do seu ser.





Com a influência da terceira espécie pode ocorrer a mesma deturpação que com as da segunda espécie. Podemos transformar as influências C em influência B, ou seja, em influências de um nível inferior. E nesse caso, teremos uma ferramenta menos adequada para desenvolvermos nosso conhecimento e nosso ser. Essa diluição ocorre se ainda não temos uma quantidade armazenada suficiente de influência da segunda espécie ou se nosso ser não estiver em condições plenas de recebê-las e transformá-las adequadamente.





Nessa situação, devemos aprender a acumular influência B, pois elas tocam as "melhores" partes de nós mesmo; e tentar nos aproximar das influência da terceira espécie.





Uma outra relação que existe entre as influências da segunda e da terceira espécie é que, se por um lado as influências B existem numa quantidade relativamente grande, as influências C existem numa quantidade muitíssimo limitada. Isso, em parte, devido à sua dificuldade de transmissão e por outro lado devido à materialidade do conhecimento.





Não é fácil encontrar alguém que conheça e que queira nos ensinar, mas é muito fácil perder essa ligação.





Dizer que o conhecimento esotérico é secreto não diz bem a realidade, mas dizer que é pouco acessível. Isto sim, porque exige uma preparação bilateral, poucas vezes conquistada, em pequenos momentos de nossa vida.



UMA LONGA ESTÓRIA - Tipos de Homens


Conforme dito anteriormente, As influências C ou ESCOLA podem desenvolver em um homem, de forma harmoniosa, os mais altos níveis de conhecimento e de ser.



Quanto à forma de contato entre o homem e a ESCOLA, esta se dá através do conjunto compacto de influências B ou Centro Magnético, que se forma no homem e que pode ser de variados tipos conforme os tipos de homens.



Há homens cuja função instintivo-motora predomina sobre suas funções emocional e sua função intelectual.



Há um segundo tipo cuja função emocional predomina sobre a funções instintivo-motora e intelectual.



Há um terceiro tipo cuja função intelectual predomina sobre as funções institivo-motoras e emocional.



Estes não são os únicos tipos que existem, mas vamos a um exemplo: TRÊS HOMENS ESTÃO NO PÉ DE UMA MONTANHA.



O primeiro tipo de homem - HOMEM NÚMERO 1 - perceberia a montanha predominantemente sob a perspectiva instintiva-motora e pensaria em como escalar a montanha; desta forma, pensaria em cordas, sapatos especiais, provisões etc.



O segundo tipo de homem - HOMEM NÚMERO 2 - perceberia a montanha predominantemente sob uma perspectiva emocional; assim, ficaria encantado com a beleza da paisagem; suas cores, forma, a brisa, o sol, a vegetação etc.



O terceiro tipo de homem - HOMEM NÚMERO 3 - veria a montanha sob uma perspectiva predominantemente intelectual; o relevo, as formações rochosas, o provável período geológico em que fora formada, o sub-solo etc.



Estes três tipos de homens, números 1, 2, e 3 vêem o mundo sob perspectivas diferentes e quando são tocados pelas inflûencias B formam centros magnéticos diferentes e em conseqüência buscam diferentes Escolas.



Há um quarto tipo de homem; podemos chamá-lo de HOMEM NÚMERO 4.
Os três tipos anteriores, podemos encontrá-los na vida, no dia a dia e têem praticamente o mesmo nível de ser. O HOMEM Nº 4, no entanto, é produto de uma Escola. Nele não há predomínio de uma função sobre a outra, ou seja, as três funções encontram-se equilibradas em um homem deste nível.



Possui um conhecimento, em muito, superior aos homens 1, 2, 3 e o nível de seu ser também é mais elevado. Sabe o que quer, porque quer. Tem constância no que faz. Faz uma avaliação correta das Escolas que tratam do conhecimento e do ser.



Além deste, podemos ainda, só que mais raramente, encontrar homens de um nível de conhecimento e de ser superiores ao homem número 4. Seria o HOMEM NÚMERO 5. Este tem as mesmas qualidades de um homem nº 4, só que de forma definitiva. Não perdendo nada do que adquiriu com seus esforços, como o homem n.º 4.



Se poderia ainda falar de homens de um nível superior ao homem número 5, pelo menos sob uma perspectiva histórica. Nomes como JESUS, BUDA, RAMA, PITÁGORAS, ORFEU, HERMES, MOISÉS, PLATÃO, MAOMÉ, KRISHNA, TODOS OS GRANDES INICIADOS etc. Todos juntos cabendo em uma sala, mas que influenciaram de forma marcante a nossa humanidade. Seria homens NÚMEROS 6 ou 7.



São homens que têem uma coisa em comum: venceram a morte, ou de outro modo, conquistaram a Imortalidade. Aliás, essa é a meta proposta por todos os caminhos religiosos.



Não se deve entender os tipos de homens como estereótipos, fixos, pois desempenhando várias funções, nosso organismo possui qualidades dos homens nº 1, 2, 3. Só que uma delas se sobressai nos momentos decisivos de nossa vida e é isso que caracteriza a qual tipo o homem pertence.





UMA LONGA ESTÓRIA - As Escolas



Na direção de um ideal mais elevado encontram-se as influências C ou ESCOLAS.



No Oriente, onde a "tecnologia" espiritual se desenvolveu às custas do atraso material, se fala em quatro caminhos, no período histórico em que vivemos; que devem ser entendidos apenas como princípios, pois nenhum se encontra na forma puramente descrita aquí.



O primeiro caminho é o CAMINHO DO FAQUIR. O faquir é o homem nº 1 exagerado; através do sofrimento físico a que se impõe, torna-se Senhor de si mesmo e conquista a Imortalidade.



O segundo caminho é o CAMINHO DO MONGE. O monge é o homem nº 2 exagerado; através da emoção religiosa, da fé em Deus conquista suas emoções e a Imortalidade.



O terceiro caminho é o CAMINHO DO IÓGUE. O iógue é o homem nº 3 exagerado; através da concentração do pensamento e práticas meditativas conquista seu intelecto e a Imortalidade.



Em todos os três caminhos, o homem deixa para trás tarefas inacabadas. O faquir ainda precisa desenvolver seu intelecto e suas emoções se quiser ter o direito de ser um HOMEM no completo sentido da palavra. O monge, por sua vez, ainda precisará desenvolver suas qualidades físicas e intelectuais. E o iógue precisará mesmo depois de completada a sua meta, trabalhar sobre seu corpo e suas emoções se quiser continuar na direção do seu completo desenvolvimento.



Também aquí, como nos tipos de homens, não se deve entender as Escolas como estereótipos pois os caminhos se encontram mesclados. Por exemplo: o jejum sistemático não é somente praticado nas Confrarias de faquires, mas também nos Mosteiros religiosos e nos Ashram dos iógues.



O que há de comum em todos estes três caminhos tradicionais é a busca do desenvolvimento do ser.



Um outro aspecto que se observa comum é que para adentrar em um destes caminhos, o homem tem de abandonar tudo: sua vida em sociedade, a família, romper os apegos e os laços com o mundo exterior e se retirar para uma confraria, mosteiro ou ashram.



Se existissem apenas estes três caminhos tradicionais, não haveria oportunidade de desenvolvimento do conhecimento e do ser para quem não pudesse "romper" com o mundo exterior.



O QUARTO CAMINHO surge, então, para este tipo de homem que trabalha, estuda e que tem o ser semelhante ao que se chama comumente de "pai-de-família" ou chefe de família, ou seja uma pessoa com reponsabilidade, disciplina e senso de valores.



Não tem forma definida como os outros três; mas aparece, faz o seu trabalho e então desaparece, talvez reaparecendo em outro lugar, segundo as leis que lhe são próprias.



Não pede ao homem que se retire do mundo mas afirma que as condições da vida são as melhores para se trabalhar.



Nele o homem deve trabalhar simultaneamente sobre o seu corpo físico, suas emoções e seu intelecto, de forma que quando a tarefa estiver completada, tenha adquirido domínio sobre todas as suas funções.



No início, talvez seja o caminho mais fácil, mas no seu transcurso torna-se realmente o mais difícil de todos, e a primeira dificuldade é encontrá-lo.



Excetuando as regra gerais, as práticas são específicas para cada pessoa, pois são deixados de lado muito do que permaneceu nos outro caminhos simplesmente pela tradição.



Vale lembrar que além destes caminhos verdadeiros existem pseudo-caminhos completamente equivocados ou mesmo francamente maus que podem desvirtuar o homem completamente da sua meta e produzir o resultado oposto ao que se buscava ou nenhum resultado.



Caminhos que prometem demais, seduzem, conquistam através do medo, despertam as mais variadas paixões com objetivos profundamente egoístas e sutís.



UMA LONGA ESTÓRIA - As Funções



O organismo humano possui vários CENTROS DE COORDENAÇÃO para realização de suas atividades ou funções. O mais importante aquí não é tentar localizar anatomicamente onde fica cada UM mas descrever as principais funções desempenhadas por esses CENTROS no organismo. É importante observar que embora os centros atuem de forma independente, ocorre que durante a realização de determinada atividade, várias funções concorrem para tal fim, geralmente sobressaindo-se uma delas. Por exemplo, falar é uma atividade predominantemente motora mas todas as outra funções podem estar incluídas aí, a intelectual, emocional e instintiva .



FUNÇÃO INSTINTIVA:



Incluem todos os processos inatos e portanto não têm de ser aprendidos. A sua deficiência ou ausência é incompatível com a vida ou geradora de grande dependência.



a)Metabolismo - todos os processos fisiologicos necessários à manutenção da vida vegetativa como respiração, digestão, excreção, transpiração etc.



b)Órgãos dos sentidos - visão, audição, olfato, paladar e tato.



c)Movimentos Inatos ou Reflexos - sucção, deglutição, abertura e fechamento da pálpebras, defecação, reflexo patelar etc.



d)Emoções Instintivas - fome, sede, prazer pós-prandial, medo, raiva, prazeres instintivos etc.



FUNÇÃO MOTORA:



Difere dos movimentos instintivos, pois não são inatos e precisam ser aprendidos. Surge posteriormente à função instintiva, não requerendo muita atenção para sua execução e às vezes é chamado de "piloto automático".



Pegar um objeto que cai "sem pensar", caminhar, falar, dirigir um automóvel, movimentos necessários para se tocar um instrumento musical, andar de bicicleta, cantar, imitação de gestos, posturas. Aliás a imitação parece ser a principal forma de aprendizado desta função.



FUNÇÃO EMOCIONAL:



Vida afetiva:

Sentimentos e emoções agradáveis como a alegria, surpresa, simpatia, humorismo, gracejos.

Emoções e sentimentos desagradáveis como o medo, raiva, inveja, ciúme, ironia, sarcasmo.

À primeira vista parece muito lógico que isto seja assim, mas uma observação mais profunda nos mostrará que muitas dessas emoções negativas: violentas, desagradáveis, ou depressivas não têm origem neste centro, ou seja, não são realizadas por esta função, sendo um grande impecilho para nosso desenvolvimento.



Aprender a não-expressãodas emoções negativas constitui uma importante faceta do estudo e trabalho interior.



FUNÇÃO INTELECTUAL:



Representada pelo pensamento ou intelecto: razão, raciocínio, juízos, associações, registro das impressões, formação, formulações, imagens mentais, invenção, descoberta, perícia.



Assim como a função motora, é uma das funções sobre a qual temos um certo controle, no sentido de que podemos direcioná-lo a uma determinada atividade.



FUNÇÃO SEXUAL:



Manifesta-se ou amadurece mais tardiamente que as outras e em suas manifestações é grandemente influenciada pelo desempenho das demais.



Não tem parte negativa: Só prazer ou apatia. Isso às vezes não é fácil de entender. As manifestações negativas da função sexual têm origem ou na funções instintivo-motora ou emocional ou intelectual, isso ocorre devido às CONEXÕES que existem entre os CENTROS. A função sexual tem um papel importante no equilíbrio geral do organismo.



No homem comum destina-se ao prazer sexual ou reprodução.



No homem que elevou seu ser também se fala em outra utilização da energia sexual para fixação das qualidades adquiridas, muitas vezes mencionada como "transmutação alquímica".



Não é uma utilização sem riscos e jamais, em nenhuma hipótese deve ser tentada por alguém que não tenha estudado a fundo todas as suas funções, "peça por peça" e encontrado um perfeito equilíbrio.



Qualquer invenção aquí é muito perigosa. E portanto deve-se, nesse aspecto, viver uma vida como toda pessoa comum.



É a última função a ser estudada, depois que todas as outras tiverem sido conhecidas a fundo.



Costuma-se dizer que depois que todas as outras funções estiverem em equilíbrio, a função sexual se ajustará normalmente.



FUNÇÃO EMOCIONAL SUPERIOR:



Em momentos excepcionais de nossa vida, em que as outras funções adquiriram um momentâneo equilíbrio ou devido a um estudo e trabalho interior, temos acesso a esta outra função que não tem nome em nossa linguagem corrente.



Em situações de extremo perigo de vida, em momentos que estamos tranqüilos, em situações novas ou inesperadas pode ocorrer uma conexão com esta função nova e experimentamos uma emoção vívida, momentos que se fixam na memória e relembramos nos mínimos detalhes, diferentemente de outros momentos que apenas recordamos de uma forma muito vaga que aconteceram.



Podem ser muito comuns na infância e isto se deve ao início do aparecimento desta função e da harmonia ainda não perdida, da criança.



Embora se chame de função emocional superior. Não é somente uma função emocional. O poder de cognição aquí é gigantesco. Esta função não só sente como pensa.



Muito dos Estados Místicos, Extáticos, de Iluminação se referem a essa conexão com essa função na vida adulta.



Há uma praga que devasta a nossa sociedade chamada DROGA ou NARCÓTICOS e que ADORMECENDO as funções inferiores que se encontram em desequilíbrio podem realizar uma conexão com, digamos, a parte imaginativa da função emocional superior e que com o uso indevido, indiscriminado e continuado pode destruir todas as possibilidade de um desenvolvimento posterior.



Diz-se que no Oriente, em situações muito, mas muitíssimo especiais alguns Mestres, que podiam prever todas as conseqüências, e tomar os devidos cuidados e precauções, usaram combinações deste tipo de experimento para mostrar a seus alunos aonde poderiam chegar se trabalhassem de forma adequada.



FUNÇÃO INTELECTUAL SUPERIOR:



Não temos acesso a essa função sem termos plenamente desenvolvidos a função emocional superior, e se por algum motivo, doença ou outros o conseguirmos sem ter plenamente desenvolvido a função emocional superior não recordaremos do que aconteceu ou perderemos a consciência. O homem que a desenvolveu é um HOMEM completo, no pleno sentido da palavra.




UMA LONGA ESTÓRIA - Estados de Consciência



Há uma alegoria oriental que ilustra bem a situação do homem quanto a seus estados ou níveis de consciência, e que o compara a uma grande casa, amplamente mobiliada, com uma biblioteca mas cujo morador somente tem acesso à cozinha e o porão.



Há uma outra semelhante que compara o homem a uma casa de quatro andares e cujo morador vive somente no primeiro e segundo andares.



A consciência como tudo no mundo possui graus bem visíveis e observáveis em cada indivíduo e que podem ser, em um homem são, resumidos da forma seguinte, dos níveis inferiores para os superiores.



O primeiro Estado de consciência é o SONO.



Em conseqüência estamos mais afastados da verdade do que no estágio seguinte.




É um estado puramente passivo e subjetivo onde passamos quase um terço de nossas vidas.


No sono com sonhos apresentam-se a nós impressões desconexas vindas da memória ou então imagens provocadas por estímulos sensoriais vindos do exterior.




O segundo estado de consciência se superpõe ao primeiro, e se inicia quando levantamos da cama e passamos a interagir com as outras pessoas. Pode ser chamado de CONSCIÊNCIA RELATIVA ou SONO DESPERTO, mas não de consciência lúcida, visto que nele o homem vive ausente de sí mesmo, "não está em casa", esquece-se de sí mesmo continuamente e não está consciente de sí mesmo.



Neste estado, escreve estórias, faz compras, trabalha, diverte-se, "faz" amor, faz guerras, vai ao teatro, estuda, acessa a internet, fala de Deus, da vida após a morte etc, e tudo isso ausente de sí mesmo.



Se perguntarmos a uma pessoa se está consciente de sí mesmo, responderá de imediato: "claro que sim, que absurdo!" e é interessante que por um breve momento estará mesmo um pouco mais desperto, mas no instante seguinte ADORMECERÁ novamente, voltando ao seu estado usual.



Esse estado de perpétuo esquecimento de sí mesmo se deve a uma característica fundamental do homem de normalmente se deixar absorver por tudo o que faz ou por tudo que desperta seu interesse ou sua "atenção" cativa. A essa propensão a se deixar cativar sob múltiplas formas se dá o nome de IDENTIFICAÇÃO.



Um homem vai ao teatro e assiste uma peça. Na volta para casa se lembrará de ter assitido e contará o que assistiu, mas estava realmente presente a sí mesmo no momento em que o fazia? Sua memória lhe pregará uma peça e dirá que sim. Mas estava realmente consciente de sí mesmo?



O terceiro estado de consciência, a CONSCIÊNCIA DE SÍ é um bem a que o homem tem direito por nascimento mas que o tem realmente somente por lampejos ou vislumbres. Neste estado, A FUNÇÃO EMOCIONAL SUPERIOR opera nele. Temos a sensação de "Eu" e do "aquí e agora" no momento presente.



È um estado em que temos a sensação de estar vendo ou ouvindo coisas novas, onde digerimos de forma mais apropriada as impressões. Um estado de sabor cativante e estranhamente familiar. É a "volta para casa".

O nosso verdadeiro Eu entra em ação e sente a sí mesmo no aquí e agora.



Conforme dito anteriormente, a consciência possui graus variáveis e verificáveis, podendo ser estudada quanto a vários parâmetros.



Primeiro, quanto a freqüência - isto é, quantas vezes estivemos conscientes; segundo, quanto à duração - por quanto tempo se permaneceu consciente; e po último quanto à profundidade ou amplitude do que se estava consciente.



Estes três parâmetros mostram que é possível um estudo e trabalho com vistas à aproximação do terceiro estado, que deve se iniciar pelo estudos das funções, através da OBSERVAÇÃO DE SI mesmo e pela tentativa de se estar mais consciente no aquí agora, exercíco denominado de LEMBRANÇA DE SÍ.



Juntos, o estudo dos estados de consciência e o estudo das funções em sí mesmo através da OBSERVAÇÃO DE SI e da LEMBRANÇA DE SÍ é o início do estudo e trabalho interior, onde se aplica aquela máxima atribuída à SÓCRATES: "CONHECE-TE A TÍ MESMO.



Esses três estados anteriores não são os únicos possíveis ao homem. Fala-se ainda de um estado superior de consciência ou de CONSCIÊNCIA OBJETIVA, na qual o homem tendo consquistado o estado de CONSCIÊNCIA DE SÍ, de forma definitiva, passaria a ter vislumbres do quarto estado, do qual possa se lembrar. Equivale ao início da operação da FUNÇÃO INTELECTUAL SUPERIOR.



Enquanto no estado anterior, o homem torna-se objetivo em relação a sí mesmo. Aquí o homem, torna-se objetivo em relação ao mundo, completando a meta para qual foi criado: o pleno conhecimento e o ser.



UMA LONGA ESTÓRIA - Trabalho Incorreto dos Centros



Um aspecto importante ao se estudar as funções e os centros é a observação não somente do seu trabalho correto mas de seu trabalho incorreto também.



A natureza criou no homem uma espécie de salvaguarda da vida, de forma que quando um centro está impossibilitado de exercer sua função, outro centro possa exercê-la, ainda que de forma temporária e incompleta.



Essa substituição, quando prolongada é causa de grande desequilíbrio no organismo humano e assim de grave impedimento ao acesso às duas funções superiores.



Vamos a dois exemplos:



A respiração espontânea é coordenada pelo centro instintivo, porém podemos passar seu comando ao centro intelectual quando praticamos uma respiração artificial. Suponhamos que decidimos contar até 3 mentalmente e então inspiramos o ar; contamos novamente até 3 e expiramos, e assim por diante. O centro formatório, a parte mais inferior do centro intelectual consegue reproduzir uma respiração, embora utilize outros grupos musculares e vias nervosas diferentes.



Quando adoecemos, o centro instintivo utiliza a energia do centro intelectual e emocional, não nos permitindo pensar ou sentir de forma adequada. Com a progressão da doença, retira também a energia do centro motor, impedindo-nos de nos locomovermos. Se essa situação continua, o centro instintivo também se esgota e morremos, ou pode ocorrer o inverso e somos curados.



Devemos encontrar por nós mesmos outros variados exemplos do trabalho incorreto dos centros, mas vamos a mais alguns:



NO CENTRO MOTOR:



- Quando tenta substituir completamente o centro intelectual dá uma leitura mecânica, onde pronunciamos as palavras ou rezamos sem saber exatamente o quê.



- Tensões musculares.



- Nervosismo e pressas inúteis, quando utiliza a energia do centro sexual.



CENTRO EMOCIONAL:



- Ansiedade, angústia, estresse emocional.



- Preconceitos, julgamentos apressados e inadequados vêm do centro emocional, quando deveriam ser submetidos a um exame prévio do centro intelectual.



CENTRO INTELECTUAL:



- Devaneios; atividade do pensamento requerendo o mínimo de atenção possível. Se observarmos corretamente, veremos que nesse caso, o nível de consciência se encontra bem baixo, próximo ao nível do sono.



- Quando utiliza sua energia normal, argumenta, debate. Porém quando rouba energia do centro sexual, critica excessivamente, criando polêmicas e controvérsias, ou então cria o medo do pecado, o horror do inferno, o tormento dos pecadores, tudo com energia sexual.



- Imaginação excessiva de ordem sexual.



- Deliberações lentas, indecisões, quando tenta dar resposta a uma situação em que seria melhor utilizar o centro emocional.





UMA LONGA ESTÓRIA - Três Espécies de Alimentos



Os pontos de contato do organismo humano com o mundo ao seu redor são em número de três; servindo estes pontos como portas de entrada para três espécies de alimentos de ordem diversas que são transformados pela máquina humana.



As três espécies de alimentos são: Dó 768 representados por todos os tipos de alimentos possíveis de ser metabolizadas pelo organismo humano; Dó 192 - o ar que respiramos; e Dó 48 - as nossas impressões. (Entenda-se como impressões a menor unidade de sensação, sentimento ou pensamento).



Os alimentos entram no organismocomo como dó 768, que combinando-se a um hidrogênio apropriado e mais fino, sofre transformação para ré 384, que combinando-se novamente a outro hidrogênio mais fino sofre transformação para mi 192 e pára; a não ser que hája entrada do dó 192 representada pelo ar que respiramos.



Dó 192 (ou ar)permite com este novo influxo de energia que a oitava da comida continue se complete, e inicia uma segunda oitava independente, que pára em Mi 48.( ver lei de oitava ou lei de sete).



A terceira oitava, a das impressões contem apenas a primeira nota, que é Dó 48



Assim temos:




OITAVA DA COMIDA - OITAVA DO AR - OITAVA DAS IMPRESSÕES



Dó 768


Ré 384


Mi 192 ............................. Dó 192


(choque dado pela entrada de mi 192 ou ar, permitindo que a primeira oitava prossiga de Mi 192 até Sol 12, iniciando uma segunda oitava independente que vai até Mi 48)


Fá 96 ................................Ré 96


Sol 48 ...............................Mi 48.......................Dó 48


Lá 24


Sí 12



Dessas três espécies de alimentos somente podemos melhorar os da terceira espécie, ou impressões.



Não podemos nos alimentar do hidrogênio 384(veja o conceito de hidrogênios) que tem a densidade da água nem do H 1572 que tem a densidade do ferro.



Não podemos respirar H 96 que tem a densidade do fogo.



Mas podemos nos beneficiar de impressões que contêm outros hidrogênios além do H 48, como o H 24, o H 12 e o H 6.



Isso se relaciona com a aplicação do segundo choque(ou primeiro choque consciente, visto que o primeiro choque é mecânico)sobre as impressões no momento em que surgem, e se traduz pela combinação da prática da OBSERVAÇÃO DE SI e da LEMBRANÇA DE SI mesmo.



Veja como fica o DIAGRAMA DA ALIMENTAÇÃO após a aplicação do primeiro choque consciente:



OITAVA DA COMIDA - OITAVA DO AR - OITAVA DAS IMPRESSÕES



Dó 768


Ré 384


Mi 192 ............................. Dó 192


(choque dado pela entrada de Dó 192 ou ar, permitindo que a primeira oitava prossiga de Mi 192 até Sol 12, iniciando uma oitava independente que vai até Mi 48)


Fá 96 ................................Ré 96


Sol 48 ...............................Mi 48.......................Dó 48


(choque dado pelo primeiro choque consciente sobre as impressões em Dó 48, permitindo que a oitava das impressões prossiga até Mi 12 e que a oitava do ar prossiga até Sol 12, ou mesmo Lá 6)



Lá 24 .................................Fá 24.......................Ré 24


Sí 12 ..................................Sol 12......................Mi 12



Ou representando de outra forma o diagrama da alimentação após o primeiro choque consciente em Dó 48:







LEI DE TRÊS E LEI DE OITAVA.



LEI DE TRÊS:



Todo acontecimento no universo é resultante da interações não somente de duas forças(ativa/passiva, positivo/negativo), mas de três forças, que podem ser chamadas de ativa, passiva e neutra ou primeira, segunda e terceira forças.



São as trindades, conhecidas na filofofia hindu e representadas pelos três deuses que governam o universo: Brahma, Vishnu e Siva. Ou na terminologia cristã, de forma aproximada, como Pai, Filho e Espírito Santo; e outras trindades menos conhecidas.



Na ascensão do espírito humano, a primeira força é a passiva, nossa desarmonia; a segunda força, ativa, nosso desejo de crescer; as escolas(força neutralizadora ou reconciliadora) entram como a terceira força, sem a qual as duas anteriores se anulam. Ou dito de outra forma, nosso desejo de evoluir(força ativa) fica neutralizado pela nossa deficiência de conhecimento e de nosso ser(força passiva) e se atualiza com o trabalho de escola(força reconciliadora).



A ação de uma força ou duas somente não determina um evento ou produz eventos que se anulam mutuamente.






LEI DE OITAVA:



Além da Lei de Três ou das Três forças, uma outra Lei é fundamental no sucessão de todo acontecimento no Universo.



Enquanto a Lei de Três determina se um evento pode ou não ocorrer devido à interação das três forças, a Lei de Sete determina a sucessão ou seqüência de eventos.



Em vária ocasiões, utiliza-se a escala musical de sete tons e cinco semi-tons para representá-la:



DÓ - RÉ - MI - FÁ - SOL - LÁ - SÍ - DÓ,



representando o segundo dó, o início da oitava seguinte ou da mesma nota inicial um ciclo ou nível acima.



No desenvolvimento de uma oitava ascendente, a aceleração das vibrações não é constante e sofre um decréscimo entre os semi-tons MI/FA e entre SI/DÓ (DÓ da oitava seguinte).



De forma semelhante, em toda seqüência de eventos, empreendimentos humanos ou não, há um decréscimo da força em dois pontos ou intervalos da oitava que se está empreendendo, sendo necessário um choque vindo do exterior dessa oitava para sua progressão correta, do contrário, a oitava será interrompida ou progredirá em outra direção, às vezes oposta ao objetivo inicial desejado.



Na oitava da alimentação, o primeiro choque mecânico é dado pela oitava do ar, que se inicia com dó 192 fazendo a primeira oitava progredir e iniciando uma segunda oitava independente.



veja:



OITAVA DA COMIDA - OITAVA DO AR



Dó 768


Ré 384


Mi 192 ............................. Dó 192


(choque dado pela entrada de mi 192 ou ar, permitindo que a primeira oitava continue)


Fá 96 ................................Ré 96


Sol 48 ...............................Mi 48.......................


Lá 24


Sí 12



Há outras representações da Lei de Oitava mais antigas, como a descrita em Genêsis, que deram origem a divisão do tempo em semanas. E uma outra mais moderna, na tabela periódica dos elementos químicos, nas quais os elementos são dispostos pelos pesos atômicos, formando colunas contendo elementos que repetem características semelhantes.




UMA LONGA ESTÓRIA - OS HIDROGÊNIOS



Diz-de que o universo é feito de matéria e energia e estes conceitos estão estão bem associados, que é impossível falar em um sem mencionar o outro.



Do mesmo modo é difícil compreender três forças sem falar na matéria que está associada a elas.



Desta forma fala-se em três partículas de matérias: Carbono, Oxigênio e Nitrogênio como tomando parte na constituição de todo o universo e portadoras das três forças.



Não correspondem aos elementos carbono, oxigênio e nitrogênio de nossa química, emboras os nomes coincidam.



Assim, quando a matéria é portadora da primeira força, fala-se em Carbono; quando portadora da segunda força, Oxigênio; e quando transporta a terceira força, fala-se em Nitrogênio.



O termo Hidrogênio não tem relação com o elemento químico hidrogênio, mas é utilizado quando se fala da matéria sem querer mencionar sua relação com as forças.



Um determinado tipo de Hidrogênio corresponde a um grande número ou conjunto de substâncias bem diferentes mas com uma função cósmica bem definida.



Assim fala se no Hidrogênio 768 ou simplesmente H 768 como todas as substâncias que podem servir de alimento ou comida para o homem.



O número que vem após o nome Hidrogênio representa sua densidade relativa.



O Hidrogênio 384 tem a densidade da água e às vezes diz-se simplesmente que é água.



O Hidrogênio 192 tem a densidade do ar ou dos gases e o ar está contido nesse conjunto.



O Hidrogênio 1576 tem a densidade do ferro.



O Hidrogênio 96 têm a densidade do fogo.



Acima destes encontramos Hidrogênios de menor densidade que fazem parte de nossa vida psíquica ou espiritual: são os Hidrogênios 48, H 12 e H 6.



O estudo dos Hidrogênios visa demonstrar que todos os processos que ocorrem no universo são materiais, o que muda é a materialidade do processo; os graus de densidade existentes entre as diversas substâncias que se interpenetram e a relação existente entre elas.



UMA LONGA ESTÓRIA - Ausência de Unidade no Homem



O homem não é uma unidade como pensa. Não possui apenas um EU, mas é constituído de uma pluralidade de eus.



Cada sensação, cada sentimento, cada "eu-gosto" ou "não-gosto" representa diferentes eus que são convocados ou chamados à tona por variados estímulos provenientes do mundo exterior ou interior.



Cada eu convocado chama-se a si mesmo de EU como se representasse o todo do homem, mas isso é apenas uma ilusão.



Tendo os mesmos hábitos, o mesmo corpo, sendo sempre chamado pelo mesmo nome, acredita ser uma unidade, porém a ilusão se desfaz diante de uma observação atenta de si mesmo, particularmente observação de eus bem contraditórios que desconhecem um ao outro e que não podem se expressar simultaneamente.



Os eus se agrupam formando vários tipos de personalidades ou máscaras para cada situação de nossa vida. Assim temos personalidades que se expressam no trabalho, outras em casa, outras no lazer e assim por diante.



Um eu decide deitar e acordar cedo. porém no dia seguinte o homem levanta tarde e simplesmente outro eu arranja uma justificativa para si mesmo para desculpar-se do seu atraso.



Um eu assina promissórias ou contrai dívidas...mas outro eu vai ter de pagá-las depois.



Todos esses eus apenas reagem a estímulos externos de forma automática como um robô. Desta forma costuma-se dizer que um homem não FAZ, apenas acontece assim como a chuva ou o vento desde que exista as condições para sua manifestação. Ou que o homem não tem VONTADE, mas o que parece ser vontade é apenas uma ilusão criada pela predominância ou força de um grupo de eus sobre outro em determinada situação.



A ausência de UNIDADE, VONTADE e de CONSCIÊNCIA caracterizam o ser do homem nº 1, 2 e 3 que se diz ser governado quase que exclusivamente pela LEI DO ACIDENTE, onde praticamente tudo acontece sob influências de estímulos externos. A LEI DA VONTADE não se aplicam a eles, e a LEI DO DESTINO apenas em pequenas situações de acordo com o seu TIPO.(ver lei do acidente, lei do destino e lei da vontade.)